Acho que não preciso dizer o quanto eu fico eufórico quando essa data se aproxima. Os ensaios estão na reta final, a ansiedade aumenta para pisar no templo sagrado da Avenida Marquês de Sapucaí, enfim. Tudo o que foi ensaiado é posto em prática, não podemos errar, não se pode hesitar.
Temos também os blocos. Ah, os blocos, quantos... No Spanta Neném, na Lagoa, eu sou diretor de bateria, no Saco do Noel, em Vila Isabel, sou cavaquinista, no Seu Largato Mama, também no meu amado bairro, sou diretor, cantor, cavaquinista... Como diria o puxador Pixiulé "é muita habilidade". E muita ralação também. Há quem pense que eu vou para tirar onda, pegar mulher, beijar na boca. Coitado de quem pensa assim, pois quem me conhece realmente sabe que minha "onda" é tocar, cantar, participar ativamente das atividade do bloco.
Querem saber de algu curioso? Todo ano eu tenho os mesmos pesadelo ao se aproximarem as semanas que antecedem os festejos de Momo. Eu sonho que a escola está entrando na avenida e eu não consigo chegar a tempo, ou que a fantasia não cabe, ou que estou com fantasia de outra escola! É horrível, para um sambista que vive o carnaval desde o início dos trabalhos então.
E parafraseando minha amiga Mart'nália: "eu não quero saber, eu só sei que sou Vila Isabel". Quero minha escola linda (comentário muito gay), com um chão que só quem é Vila Isabel sabe do que estou falando, que desfile bem e porque não, ganhe o carnaval!!!
"Sambar na avenida de azul e branco é o nosso papel, mostrando pro povo que o berço do samba é em Vila Isabel".